Semana da cozinha

Após minha corrida matinal diária para chegar ao ônibus, estava eu sentada num banco sem privilégios, olhando a paisagem pela janela e arrumando as tralhas dentro da bolsa, quando me deparo com uma senhora jogando papel pela calçada. Sim.

Era um monte de tirinhas de papel, de tudo quanto era cor, que ela pegava aos montes e jogava para o alto se sentindo em pleno carnaval. Desfilava pela escola de samba até a sacola cheia de muamba e desperdiçava confetti no vento.

Aquela cena me chamou atenção, mesmo por que eu pensei: "Quem vai limpar depois?" A mesma coitada que jogou, certamente.

Tratava-se de uma loja de eletrodomésticos que apresentava o seguinte anúncio numa faixa em EVA: "Semana da cozinha, até 50%". Poxa! O que vem na tua cabeça quando você escuta a palavra c-o-z-i-n-h-a? Provavelmente, depois de comida, limpeza.

Como uma pessoa em sã consciência anuncia uma promoção de cozinha sujando tudo o que vê pela frente?

MENAS, pessoas humanas! Menas.
Aniversário da mais nova

Sábado eu e meu digníssimo passeávamos no shopping em busca de um presente para a minha irmã mais nova (como é ruim falar que eu sou a irmã mais velha; não tem um adjetivo melhor? Mais experiente ¬¬ ok. Chegamos ao velho de qualquer jeito).

Pois é, véspera de Dia dos Pais, shopping lotado e nós passeando como se fosse tudo muito normal. E pensar que ainda acordamos cedo, depois de dormir tarde, para ir à aula. Sim, AULA em pleno sábado de manhã. Ainda bem que é uma aula que vale a pena. Acordar para dormir numa cama pequenininha e de madeira, não é uma experiência muito agradável.

Bem, o gostoso de estar no shopping lotado, era saber que o presente para o meu pai já tinha sido resolvido de maneira rápida e prazerosa; nada melhor do que ir a lojas bonitas e adegas espelhadas. Elas cheiram bem, e como uma das minhas fossas nasais estava entupida, a sensação foi boa. "Nossa fer! Parece que abriu tudo, estou até mais leve. Deve ser a combinação de todos esses perfumes". Fácil, né? HAhUAHUHAu ok.

Estacionamos nosso lindo Fuck (para quem ainda não sabe, Fuck é o nome do Fusca dele; nosso lindo e idolatrado companheiro salve e salve! PS: nunca mude o nome do seu Fusca. Uma vez resolvemos chamá-lo de Champignon e ele resolveu parar de andar.), descemos do carro e entramos no ambiente climatizado para se gastar dinheiro. Fomos logo para a praça de alimentação resolver o problema da pança vazia; saco vazio não pára em pé! Começou o dilema. Resolvido o local, vamos enfrentar a fila e tchaNNNN: começar a guerra por uma mesa! Corre, corre; olhos em cima do prato de comida que está quase vazio na mesa ao lado; crianças correndo; babacas em pé com a bandeja na mão e amém. Encontramos uma mesa. "Deixa a mochila" grito eu lá da fila. Tudo bem; ele fica desconfiado, mas acaba topando a idéia. Aí ficam os dois felizes de costas para o balcão e de frente para a mochila. Câmera, Wepod, cds, cadernos e afins, tudo lá, "dando sopa". Nesse meio tempo uma senhora plastificada resolve se apossar do meu lugar na fila, mas eu não quis criar confusão. Falei pra ela que ela estava furando a fila, a desgraçada concordou e continuou andando ¬¬ tudo bem, pelo menos a mochila continua lá! Tudo certo, até que um perdido resolve se apossar da mesa. O coitado senta, com a maior cara de pau, mas fica olhando para os lados feito um bobo da corte. Prato feito. Comemos juntos. Os três. O cidadão estava tão sem graça que nem respirava direito. Exercícios diários...

Tudo pronto para ir em busca do presente, se não fosse o sono. Parecíamos dois alucinados. Tudo era motivo para dar risada e nada parecia agradável para se dar de presente.

"Vamos pra casa dormir um pouquinho? Depois a gente volta."

"Combinado!"

Um pouquinho significa 5 horas seguidas sem cair da cama, sem interromper os sonhos e sem roncar. Que maravilha!

O presente? Ah! Pois é. Ficou para o dia seguinte. Na hora do almoço de ontem, eu e meu pai almoçamos no shopping e resolvemos o "problema". Espera aí!

Compramos uma bolsa que eu certamente usaria e roupas numa loja que eu, que euuuuuuu compro!

De repente 30.
Depois de muito tempo parada, escrevendo baixo e com as inspirações guardadas numa caixinha que teimava em ficar fechada; aqui estou eu ;) de volta à Blogosfera!
Agora vai...


Gostosa!


Ok. Você precisa trabalhar. Pelo menos é o que todos dizem. Não que eu vá atrás de tudo o que os outros falam, mas, se eu disser que não preciso, não quero, ou simplesmente que eu não estou a fim de ir trabalhar; é provável que eu seja linchada por apelidos em praça pública e privada.

Mas tá! Voltando...você precisa trabalhar e, normalmente, é preciso acordar cedo para que isso seja possível. Então, antes de dormir, ativamos o despertador do celular. Para quê relógio, né? Colocamos o dito cujo para, na teoria, nos acordar. De preferência num horário que dê tempo para, levantarmos bonitas e formosas da cama, para tomarmos um longo e gostoso banho, nos arrumarmos diante do digníssimo espelho e ainda, fazer um lanchinho antes de sair de casa!

O problema é que quando ele desperta para fazer o serviço (despertador também trabalha?), o pegamos com carinho e apertamos o botão que no visor indica "soneca". A prática é tão comum que você é capaz de fazer isso com os olhos fechados. E aí ficamos naquele dilema: desperta/soneca, desperta/soneca, desperta/soneca, desperta/soneca e bum! De repente, acordamos assustadas e, quando nos deparamos com o horário, percebemos que não dá mais tempo para fazer tudo aquilo que havíamos planejado, com a calma plena de alguém que tem tempo...

Aí é aquela correria, aquele breve e fugaz desespero. Você toma banho, pensando na roupa que vai colocar, para quando chegar ao quarto já ir direto metendo a perna dentro da calça, que já aprendeu a pular para as suas mãos quando você abre o armário. Chega então, a hora do sapato. Putz, o sapato! Vou de tênis? Não, vou de salto. O salto faz com que as mulheres se sintam mais fatais! Sim, e é fatal o tombo na correria também, mas isso é apenas um detalhe.

Beleza, tudo pronto! "Tudo". A maquiagem você faz no caminho, e antes de chegar até a porta, vai enfiando tudo o que imagina ser útil para o seu dia, dentro da bolsa querida. Ótimo, chegamos à porta sem quebrar as pernas, com o sutiã um tanto quanto deslocado, no meu caso, isso é normal; um pouco descabelada, mas inteira! Chega então, a hora de abrir a porta para enfim sair de casa. Agora fudeu! Tudo o que você foi colocando dentro da bolsa, fez a chave ficar lá no fundo da desgraçada, que é uma porcaria porque você nunca acha nada do que quer lá dentro. Ok, ok. Você revira tudo numa puta correria; acha a maledeta, enfia no buraco da porta e sai correndo rumo ao portão deixando alguns batons, chicletes e papeizinhos ao vento. Ainda dá tempo de gritar, já do lado de fora: "tchau mããããããããe!"

Legal. Você corre para não perder o ônibus, sim somos estagiárias! Corre balançando tudo, inclusive a bolsa que você leva na mão e tenta enfiar pelo braço ao mesmo tempo em que sai correndo, com o celular, o gloss e a chave nas mãos. Na bagunça, você acaba se sentindo uma desequilibrada e o ser "fatal" abre espaço para uma desajeitada, maluca, correndo atrás de um ônibus. E aí que alguém grita "Gostosaaaa!" e você retruca mesmo que só para si: "Cachorro" ou ainda "Gostosa é a sua Vó!" mas, virando a esquina, você sorri, empina a bunda, ajeita o cabelo, coloca a bolsa no lugar e, ganha o dia!

É tudo muito complexo.
"Guerra do século21 com armaduras e espadas do século15"

http://www.meioemensagem.com.br/novomm/br/Conteudo.jsp?origem=mmbymail&IDconteudo=88786#

 

Agora eu, Renata, termino com a mesma pergunta que a Veja nos fez semana passada: "E aí?Nós não vamos fazer nada?"

Concordo com Nizan Guanaes quando o mesmo diz que cada um, em sua profissão, deve fazer o que está ao seu alcance; afinal, as pessoas ficam horrorizadas, lamentam-se e vivem o drama da família que, por sua vez, aparece na tv dando entrevistas, nas revistas, jornais, na mídia em si; as lágrimas tomam conta do país mas ao passo de alguns dias, tudo acaba. Tudo? As pessoas esquecem e o caso passa a ser apenas mais um, APENAS mais um para a coleção que nós, na condição de platéia inerte, coleciona no arquivo. É triste olhar para o espelho e se sentir um saco de pancadas. Como diz Gabriel, O Pensador; até quando vamos continuar levando?!Até quando vamos continuar usando rédea?Uma fitinha preta, branca, azul; uma rosa no peito, no perfil do orkut, uma passeata, greves e lágrimas apenas, não resolvem! É inadmissível continuarmos como estamos. >

 

De cara, espantada, cansada.

 

É preciso mudar.

Férias!

Quando a vontade voltar, eu volto!

Muitos textos espalhados pelo quarto, na mente, no papel, na agenda...e o tal do blog fica pra depois! Eu que leio, releio, penso e despenso mesmo! Tá. Não estou em paz com essa tela! Já "perco" muito tempo do dia olhando para ela..

Pego a mala e vou..

Sono.

momentos..
A sensação de que você está com borboletas na barriga é ótima, já quando são mariposas...
...dor desgraçada!
Talvez seja doença,
Talvez seja loucura,
Talvez seja simplesmente uma mente nada simples sentindo o mais absoluto e verdadeiro amor.
Único.
Certamente.

Pq tem gente que não tem noção

Pq tem gente que não tem respeito

Pq tem gente que não tem decência

Pq tem gente que não tem espelho.

Gritando ao vento...

Tudo começa quando, ainda criança, você passa a seguir com os dedos as gotinhas que escorrem pelo lado de fora da janela do carro. Quando você olha para a lua e se pergunta por que ela insiste em ficar ao lado da SUA janela; quando você sente um perfume que te traz lembranças de um presente futuro, fazendo você sonhar em um dia, ser Feliz (com f maiúsculo).

Então você vive, descobre, erra e aprende; até o momento em que você ganha, sem entender, uma razão para querer “desviver” muitas coisas que passaram, como se elas perdessem o valor e o sentindo para que um dia, de fato, tivessem sido vividas.

Sem perceber, você recomeça. Volta a passar o dedo pelas gotinhas do carro e a ver um mundo colorido a sua frente e quando você se dá conta de que um dia quis esse perfume; meu amigo, borboletas surgem em sua barriga e fazem você “perder” o sono! Suspiros passam a fazer parte do seu dia-a-dia e você troca o querer por desejar, o existir por ser, o seguir por acompanhar e o achar por sentir.

Você vive e luta, ganha e conhece o começo de um meio que não possui fim. É uma mistura de sensações que provocam reações que você próprio desconhece; é como se algo aí dentro tomasse conta dos seus sentidos, tomasse conta de você.

Chega a hora, então, que o seu eu, (in)condicionalmente, se entrega! Entrega-se com prazer e orgulho de se entregar; se entregar de corpo e alma para a pessoa que apresentou a você e a si própria um sentimento desconhecido que vocês resolvem chamar de amor, mesmo sabendo que vai além disso...para a pessoa que só você enxerga a cor e sente a alma, aquela que traduz os seus sonhos de criança como se também fossem dela.

É meu amor, depois deste passo, não importa como; onde você estiver a sua lua vai estar ao seu lado, dividindo seu perfume com você...

E eu sou a Chapeuzinho Vermelho!

Não, não!!

Fui obrigada a voltar HAUhUHAU

Me lembrei de um fato que eu fiquei com vontade de registrar aqui:

 

http://www.meioemensagem.com.br/novomm/br/CONTEUDO.jsp?mmby=1&origem=home&IDconteudo=87807

 

Sintam-se a Madonna, a Chapeuzinho Vermelho, o Batman ou o Homem Aranha..

Como cada um preferir, o que fizer melhor a sua alma ;)

Quanta solidariedade!

 

Sem mais comentários.

Um olhar especial..

Ok, um ótimo tempo sem escrever, right?!

Na realidade não foi por falta de tempo, de inspiração ou motivação, a força maior que me fez ficar distante disso aqui foi o esquecimento da senha!Sim..o que as informações não fazem com a gente..

Bem, depois de muitas tentativas, chutei a certa e cá estou eu, sentada em frente ao pc, estragando um pouco mais a vista e pensando em atualizar o tal blog que eu deixei para trás!Um bloquinho (ou blocão?) e uma Bic (olha a propaganda aí minha gente!) fazem bem de vez em quando...

Para começar então o ano, vou deixar aqui um texto de Arnaldo Jabor, não, nada de fanatismo e blábláblá, mas o céu aqui está ficando cada vez mais preto, minha cabeça está atolada de informações e eu quero deitar o corpo sem pressa para o banho e para toda a arrumação a qual em breve eu vou me cometer para sair com meu digníssimo em busca de um refresco para a mente! Além disso, o som externo não está me ajudando e para que um raio não destrua meu modem e minha cefaléia não destrua meu humor, eu acho melhor eu parar por aqui! Um olhar especial pode ser a solução dos problemas...

 

 

FELIZ ANO NOVO!

 

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho.
É viver cada momento e construir a felicidade aqui e agora.
Claro que a vida prega peças.
O bolo não cresce, o pneu fura, chove demais...
Mas, pensa só:
Tem graça viver sem rir de gargalhar, pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido estragar o dia por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Eu quero viver bem... e você?
2006 foi um ano cheio.
Foi cheio de coisas boas, mas também de problemas e desilusões.
Normal...
Às vezes, se espera demais.
A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou.
Normal...
2007 não vai ser diferente.

Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições,

a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas, e aí?
Fazer o que?
Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo para todos nós é sabedoria.
E que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência.
O nosso desejo não se realizou?
Beleza!
Não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento

(me lembro sempre de uma frase que ouvi e adoro):

"Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade".
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano!
Mas, se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.
Desejo para você esse olhar especial!
2007 pode ser um ano especial, se nosso olhar for diferente.
Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades

e egoísmos e dermos a volta por cima.
Somos fracos, mas podemos melhorar.
Somos egoístas, mas podemos entender o outro.

Que esse Ano Novo seja repleto de AMOR, FELICIDADE e COMPREENSÃO.

Que 2007 seja o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo e muito especial.
Depende de mim... de você.
Pode ser... e que seja!  
Eu desejo para você um ótimo Ano Novo com muita Saúde, Paz, Amor e Alegria.

Corra Renata, Corra!

Bom, resolvi voltar ao mundo dos blogs ;)

Voltar a escrever alto e reunir tudo aqui para que eu possa ler, reler, rir, chorar, crer, descrer...nada que faça muito sentido para todos os que incondicionalmente ou condicionalmente passarem por aqui, mas tudo que um dia por escolha minha eu resolvi pensar, escrever, registrar e dividir.

Escolha, essa é a palavra, preferir, optar; a vida é feita assim, de escolhas! Vivemos em escolha constante; resolver acordar, escolher, escolher, escolher, decidir ir dormir..ao passo disso tudo, acredito que se olhar ao espelho e procurar seu próprio reflexo seja, de fato, a escolha mais difícil a se fazer; quantas vezes fugimos de nós mesmos? Quantas vezes optamos pela acomodação? Quantas vezes deixamos passar oportunidades pela porta da frente? Quantas vezes culpamos a janela pela paisagem? Quantas vezes deixamos a coragem fugir da vontade? Quantas vezes ficamos em cima do muro, buscando o equilíbrio ao esquecer que um muro não é uma corda bamba?

Neste circo eu escolhi um lado, pulei o muro, me olhei no espelho e descobri a mim mesma! Optei por seguir meu reflexo e em troca ganhei a sorte de um amor tranquilo, a paz de ser eu mesma, a alegria de um sorriso sincero e a delícia de viver o novo, novo este que não envelhece!

Go ahead e que o ahead seja hoje ;)

 

Deixo o silêncio para os que gostam dele e os olhos fechados não para os beijos!

Volto em breve, agora vou me recolher ao sono e me encontrar nos sonhos com o reflexo metade!

See you later.

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